terça-feira, 19 de março de 2013

Descarte de óleo


A fritura é uma forma de preparação rápida que confere aos alimentos características únicas de aroma (contestável), sabor e palatabilidade. Por isso, mesmo não sendo saudáveis, os alimentos fritos são tão consumidos.
Mas além do prejuízo à saúde, temos um problema ambiental com o seu consumo, que está relacionado ao descarte do óleo utilizado para este fim.


Você sabia que, quando jogado nos ralos ou lixo comum, este óleo se torna o maior poluidor de águas, doces e salgadas, do Brasil?
Para se ter uma ideia, apenas 
um litro de óleo é capaz de poluir até 20 mil litros de água!
Isso porque ele é menos denso que a água e forma, em poucos dias, uma fina camada sobre a superfície, o que bloqueia a passagem de ar e luz, 
impedindo a respiração e a fotossíntese.


E este é só um dos problemas.
Quando jogado na pia, permanece retido no encanamento, atraindo ratos, por exemplo, e ainda causa o entupimento das tubulações se não for separado por uma estação de tratamento e saneamento básico.
Se ele chega aos rios e mares, sem ser devidamente tratado, os problemas citados anteriormente causam danos à fauna aquática, provocando a morte de diversas espécies.
No caso do óleo ser despejado diretamente no solo, a impermeabilização da terra é o primeiro resultado dificultando, assim, a passagem da água de chuva e propiciando enchentes. Mas ainda pode entrar em decomposição, soltando gás metano durante este processo e causando mau cheiro, além de agravar o efeito estufa.
Então como resolver o problema?


Há quem fale em colocar o resíduo dentro de uma garrafa plástica e jogá-la no lixo. No entanto essa não é a melhor solução, pois, em caso de vazamento, o resíduo pode contaminar do mesmo jeito.
O fato é que não existe um modelo de descarte ideal para o óleo usado. De acordo com o site Akatu, seja misturado ao lixo orgânico, seja jogado no ralo, na pia ou na privada, o produto vai custar caro ao meio ambiente.

O que nos resta é buscar caminhos para minimizar este problema.
O ideal é fazer a doação dos resíduos
(Pessoas da Unicamp, é possível fazer o descarte no 
Laboratório de Óleos e Gorduras, na FEA!) 
Armazene o óleo em garrafas PET, e quando reunir uma quantidade significativa, procure um posto de coleta mais próximo. Existem cooperativas que trabalham exclusivamente com o óleo de cozinha, transformando-o em biodiesel ou sabão. Vou deixar aqui locais de descarte, mas se você não encontrar nenhum próximo à sua casa, faz uma busca no Google. 


Jamais despeje o mesmo na pia, nos esgotos ou em terrenos baldios! 
E, se possível, conscientize às pessoas à sua volta, 
pois isso é questão de cidadania!
Vale ressaltar que, além de possibilitar uma saída ecológica para o óleo, você também estará apoiando boas iniciativas e gerando empregos e renda para um importante segmento social: os catadores. Podemos citar como um exemplo, o PROVE, no Rio de Janeiro, que você pode saber mais aqui.


Mas você também pode fazer seu próprio sabão (veja aqui a receita). Apenas use os equipamentos de segurança necessários e não faça na presença de crianças, pois a soda cáustica é um produto perigoso!
E mesmo que você não anime de fazer, sempre tem alguém precisando da doação de óleo para este fim!

Aqui alguns endereços de cooperativas que encontrei. E se você conhece algum ponto de coleta em sua cidade, deixe o endereço nos comentários. Vamos disseminar está prática!




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